Tuesday, November 10, 2009
Monday, November 09, 2009
Sunday, November 08, 2009
Monday, November 02, 2009
coisas que gosto
José Costa é um ghost-writer, escritor especialista em escrever livros para terceiros sob a condição de permanecer anônimo. Na volta de um congresso, Costa é obrigado a fazer uma escala imprevista na cidade de Budapeste, o que desencadeará uma série de eventos envolvendo-o em uma surpreendente história. Casado com Vanda, uma famosa apresentadora de telejornais, Costa conhece Kriska em Budapeste. Com ela aprende húngaro, que segundo dizem, "é a única língua que o diabo respeita". Durante as diversas idas e vindas entre o Rio de Janeiro e Budapeste, Costa se alterna entre o seu enfeitiçamento pela língua húngara transformada em paixão por Kriska e suas raízes pessoais ancoradas no seu amor por Vanda. Baseado no famoso livro de Chico Buarque, Budapeste nos leva a uma fascinante viagem de um homem separado entre dois continentes e dividido por duas mulheres.
Gostei da mensagem…Devemos assumir quem somos e não viver atrás de personagens por nós criadas.
Eu trocaria todos os meus amanhãs por um único ontem.
[ Janis Joplin ]
Poema
visita-me enquanto não envelheço
toma estas palavras cheias de medo e surpreende-me
com teu rosto de Modigliani suicidado
tenho uma varanda ampla cheia de malvas
e o marulhar das noites povoadas de peixes voadores
ver-me antes que a bruma contamine os alicerces
as pedras nacaradas deste vulcão a lava do desejo
subindo à boca sulfurosa dos espelhos
antes que desperte em mim o grito
dalguma terna Jeanne Hébuterne a paixão
derrama-se quando tua ausência se prende às veias
prontas a esvaziarem-se do rubro ouro
perco-te no sono das marítimas paisagens
estas feridas de barro e quartzo
os olhos escancarados para a infindável água
com teu sabor de açúcar queimado em redor da noite
sonhar perto do coração que não sabe como tocar-te
[Al Berto]
Momento

Musica
Posted by
as velas ardem ate ao fim
10
em chamas
Friday, October 30, 2009
o frango atravessou a rua.porquê?
Platão"Porque queria alcançar o Bem."
Aristóteles"Porque é da natureza do frango atravessar a rua."
Descartes"O frango pensou antes de atravessar a rua, logo, existe."
Rousseau"O frango por natureza é bom; a sociedade é que o corrompe e o leva
atravessar a rua."
Freud"A preocupação com o facto de o frango ter atravessado a rua é um
sintoma de insegurança sexual."
natural, de modo que, actualmente, a sua evolução genética fê-los
dotados da capacidade de cruzar a rua."
Einstein"Se o frango atravessou a rua ou se a rua se moveu em direcção ao
frango, depende do ponto de vista... Tudo é relativo."
Martin Luther King"Eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todos os frangos livres podem
cruzar a rua sem que sejam questionados os seus motivos. O frango
sonhou."
George W. Bush"Sabemos que o frango atravessou a rua para poder dispor do seu
arsenal de armas de destruição massiça. Por isso tivemos de eliminar o
frango."
Cavaco Silva"Porque é que atravessou a rua, não é importante. O que o país precisa
de saber é que, comigo, o frango vai dispor de uma conjuntura
favorável. Não colocarei entraves para o frango atravessar a rua."
José Sócrates"O meu governo foi o que construiu mais passadeiras para frangos.
Quando for reeleito, vou construir galinheiros de cada lado da ruapara os frangos não terem de a atravessar."
Mário Soares"Já disse ao frango para desistir de atravessar a rua! Eu é que vou
atravessar! Não vou desistir porque sei que os portugueses querem queeu atravesse outra vez a rua!!!"
Manuel Alegre"O frango é livre, é lindo, uma coisa assim... com penas! Ele
atravessou, atravessa e atravessará a rua, porque o vento cala a
desgraça, o vento nada lhe diz!"
Jerónimo de Sousa"A culpa é das elites dominantes, imperialistas e burguesas que
pretendem dominar os frangos, usurpar os seus direitos e aniquilar a
sua capacidade de atravessar a rua, na conquista de um mundo
socialista melhor e mais justo!"
Francisco Louçã"Porque é preciso dizer olhos nos olhos que só por uma questão racista
o frango necessita de atravessar a rua para o outro lado. É umamesquinhice obrigar o frango a atravessar a rua!"

Valentim Loureiro
"Desafio alguém a provar que o frango atravessou a rua. É
mentira...!!! É tudo mentira!!!"
Posted by
as velas ardem ate ao fim
14
em chamas
Wednesday, October 28, 2009
sssssssssssssschhhhhhhhhhiiiiiiiuuuuuuuu!

tudo no lugar, tudo calmo....
entre as paredes do meu tédio.
sim, até meu tédio decidiu ser preguiçoso...
e ficar quieto.
o dia espreguiça se,
as roupas não mexem no estendal,
nem o vento abana as arvores,
a lagartixa está farta de tanta estagnação...
o sol rachou o tecto do meu tédio, para quando a tempestade chegar
mas hoje não há nuvens,
e o céu tem um azul doído,
nem um passarinho perdido voa,
está tudo no lugar...
o mundo está um tédio.
sossego!! não quero acordar o tempo!
julgo até que se ele esqueceu de passar,
tudo tão quieto!
eu aproveito para acalmar a dor no peito,
e ver a ansiedade passar.
no fundo,
eu fico aqui de cima desta vertiginosa janela a contemplar...
Posted by
as velas ardem ate ao fim
12
em chamas
Monday, October 26, 2009
para a Joana, pelo pai que partiu ....
lembra te amiga
Posted by
as velas ardem ate ao fim
12
em chamas
Thursday, October 22, 2009
não vou usar chapéu de chuva
Posted by
as velas ardem ate ao fim
23
em chamas
Monday, October 19, 2009
Perdi-me dentro de mim porque eu era labirinto e hoje quando me sinto, é com saudades de mim[Mário de Sá Carneiro]
sou como sou.
volta e meia sou sal
e açucar, outras vezes.
salto muros
mas com os pés presos
ao chão.
não se se assustem,
ou se espantem com os meus gritos,
mudos
que
não admito!
engulo todos os dias o silêncio
com migalhas de pão...
Posted by
as velas ardem ate ao fim
10
em chamas
Saturday, October 17, 2009
hoje será sempre para mim um dia triste, muito triste.
Descansa. Dorme. Que levo o teu nome no espaço do meu nome. Descansa. Não vou deixar que te aconteça mal. Não devia ter deixado que te acontecesse mal. Uma semana. A semana. Mas havia esperança (qual?! pergunto-me agora). A esperança. Só a esperança. Nada mais. Chega-se a um ponto em que só há ela e então...temos tudo. Depois não temos nada. Mais nada. Não te aflijas, sou forte, sou capaz. Sou mesmo. Reconheço-te, porque não te esqueci. O tempo é novo sem ti e sempre contigo. Não te preocupes, eu oriento-me. Gostava que agora, apenas uma pena inconsequente parasse a olhar para dentro de mim e após olhar....segui-se em frente. Mas não. ONDE ESTÁS? Que me deixaste a gritar, onde estás? Só! Estar só é muito mais do que conseguir dize-lo. Só. Gostava de te ver. Precisava de te ver. Mas não. Nunca mais. Nunca mais. Dorme. Foste tanto. Dorme. Eras um pouco imenso em mim. Descansa. Ficou a tua vida em mim. Ficaste todo em mim. Nunca esquecerei.
(texto do meu irmão)
Posted by
as velas ardem ate ao fim
5
em chamas
Thursday, October 15, 2009
o meu nome começa por i
espero mas desespero!
o meu stress torna me uma bomba relógio!

Posted by
as velas ardem ate ao fim
13
em chamas
Monday, October 12, 2009
Butes comentar as autárquicas!
aqui vai o meu comentário...talvez tortuoso mas sempre observador.
Crime II
Posted by
as velas ardem ate ao fim
12
em chamas
Saturday, October 10, 2009
abraço

Que pena assim não ser...........................
saudadesaudade é algo que se sente
saudade é algo que dói no peito
saudade é algo que me tira o sono
saudade é algo que faz demorar o tempo a passar
saudade é algo que sinto constantemente,
desde que partiram, para sempre ou apenas para longe.
tenho saudade de ti, de ti, de ti...
Posted by
as velas ardem ate ao fim
21
em chamas
Wednesday, October 07, 2009
oferta do meu amigo Paulo
Posted by
as velas ardem ate ao fim
16
em chamas
Monday, October 05, 2009
o que é ser belo ?
é com cada fiozinho de dor

Posted by
as velas ardem ate ao fim
21
em chamas
Monday, September 28, 2009

até as lagrimas acabaram
como um rio que secou.
neste momento é como se não existissem alternativas
a minha vida
cruzei os meus limites,
fiz pouco, muito pouco
das minhas leis.
não tenho desculpa por não saber,
foram os meus próprios pés que marcharam sobre a calçada.
memórias tristes de um presente,
os sons, os cheiros, as imagens deste mesmo dia.
e agora, sei
que não há fuga possível,
nem sequer imaginária.
não, não me entrego.
estou, talvez para sempre, em guerra.
pisei as flores do meu caminho.
Posted by
as velas ardem ate ao fim
24
em chamas
Tuesday, September 22, 2009
Quando tu me lês
Je me perds dans toi, tout à fait.
Posted by
as velas ardem ate ao fim
13
em chamas
Saturday, September 19, 2009
nada de importante...

o meu futuro sou eu.
os meus amigos e familia têm a sua propria vida.é normal!
eu tenho a minha...
a vida é assim mesmo.
tem dias em que o peso da solidão é duro.
outros em que sinto que tenho sorte.
(ainda me lembro do dia no qual disseste que por muita familia e amigos que tivesse
estamos quase sempre sós..hoje dou te razão)

como um astro perdido que arrefece.
Todos passam por nós
e ninguém nos conhece.
Os que passam e os que ficam.
Todos se desconhecem.
Os astros nada explicam:
Arrefecem.
Nesta envolvente solidão compacta,
quer se grite ou não se grite,
nenhum dar-se de outro se refracta,
nenhum ser nós se transmite.
Quem sente o meu sentimento
sou eu só, e mais ninguém.
Quem sofre o meu sofrimento
sou eu só, e mais ninguém.
Quem estremece este meu estremecimento
sou eu só, e mais ninguém.
Posted by
as velas ardem ate ao fim
21
em chamas
Friday, September 18, 2009
Wednesday, September 16, 2009
Inglourious Basterds

o Tarantino é o maximo!
o filme não tem momentos maus,
a ferida que a 2ªGuerra Mundial
deixou à Humanidade,
não falo só de muito sangue!
adorei simplesmente...
BINGO!
(quem viu o filme percebe ...)
Posted by
as velas ardem ate ao fim
16
em chamas
Sunday, September 13, 2009
10 cartões vermelhos
Os meus 10 cartões vermelhos vão para:
- a intolerância que se transforma muitas vezes em má educação;
- a todos aqueles que abandonam os animais;
- a estupidez (que não suporto);
- as touradas;
- todos os que julgam os outros por se acharem pessoas normais e superiores e que não passam de lixo humano;
- a violência;
- a este governo e ao "Eng"Socrates;
- a quem não gosta de ler;
- ao meu Sporting que me dá cabo dos nervos;
- quem me magoa a mim e aos meus (familia e amigos).
E gostava que aceitassem o desafio estes meus 10 amigos:
Posted by
as velas ardem ate ao fim
20
em chamas
Saturday, September 12, 2009
eu não voto em ditadores!
(e olhem que não digo isto por ser fã da MMG...de quem tb não gosto
mas simplesmente não gosto de ditadores!
O 25 de Abril tem 35 anos ...nunca se esqueçam!)
Posted by
as velas ardem ate ao fim
11
em chamas
Thursday, September 10, 2009
será que somos humanos?
uards to soul and romanceOr are we dancers?
My sign is vital
My hands are cold
And I'm on my knees
Looking for the answer
Are we human?
Or are we dancers?
Or are we dancers?
Or are we dancers?
e continuo a perguntar
será que somos humanos?
para mim
continua a fazer sentido a duvida...
Posted by
as velas ardem ate ao fim
11
em chamas
Saturday, September 05, 2009
carinhos
Posted by
as velas ardem ate ao fim
28
em chamas
Saturday, August 29, 2009
balões
Posted by
as velas ardem ate ao fim
23
em chamas
Thursday, August 27, 2009
Simão de Mello Breyner
Se houver, como dizem que há, um Céu dos Cães, é lá que quero ter assento, a ver a luz a minguar no horizonte, com a sua palidez de crepúsculo num retrato da infância. Hei-de então bater à porta e pedir para entrar, e sei que eles virão, contentes e leves, receber-me como se o tempo tivesse ficado quieto nos relógios e houvesse apenas lugar para a ternura, carícia lenta a afagar o pêlo molhado pela chuva. Então poderemos voltar a falar de felicidade e de mim não me importarei que digam: teve vida de cão, por amor aos cães.
Amados Cães-José Jorge Letria
Posted by
as velas ardem ate ao fim
25
em chamas
Tuesday, August 25, 2009
sinto me
Posted by
as velas ardem ate ao fim
23
em chamas
Thursday, August 20, 2009
O canito não corta a barba_Clara Ferreira Alves
Todos os dias passo por ele, logo de manhãzinha, quando vou comprar o pão e beber a bica. Está parado numa esquina caiada. A olhar o fio do horizonte. Às vezes tem uma camisa de flanela de xadrez toda abotoada e outras vezes tem um blusão por cima, pardo do uso. O blusão deve ser para os dias em que a nortada quase lhe arranca da cabeça o boné. Pisca os olhos e mexe-se para fazer uma festa no cão: o canito não corta a barba! Um único dia mudou a frase: o canito gosta de água? Eu não sabia se era de beber ou do mar e disse que a do mar o canito não gostava muito. Não gosta de mar? Não nada?, perguntou ele. Nadar, nadava; não era o desporto favorito e fugia da água a sete pés. O velhote deu uma gargalhada e disse que tinha tido uns cães e que todos eles gostavam de água, mais a das barragens e dos rios do que a do mar. Nunca tínhamos tido uma conversa tão longa.
Acompanhou-me ao café da aldeia e pediu o costume. Um copinho de aguardente. Eram nove e meia. Um pouco cedo para aguardente, disse eu. Ainda pensei dizer "álcool" mas a palavra ficava sozinha no cenário. Esta gente diz tinto, branco, bagaço, medronho. As coisas pelos nomes. Atrás do balcão uma mulher enerva-se a servir torradas, meias-de-leite e sumos de laranja aos "espanhóis". Os espanhóis levantam-se cedo e pedem muitas tostas mistas em pão de fatia, com café com leite. Desorientam-na. Querem tudo ao mesmo tempo. Às vezes os "espanhóis" são ingleses, alemães, franceses. Quando peço uma fatia de torta de alfarroba ela aconselha-me a esperar pela torta fresca que virá à tarde e a deixar aquela para os "espanhóis".
O velhote, que tem uma idade entre 60 e 80 anos, a pele curtida pelo sol e umas mãos peludas e enormes que agarram o copo com delicadeza, tira um maço de cigarros do bolso da camisa de xadrez. Pall Mall. É estranho ver o nome Pall Mall no cenário rústico, como se os cigarros pertencessem a outro planeta, onde as pessoas vestem bem e falam "estrangeiro". O café tem uma máquina de venda de cigarros; os "espanhóis" desesperados pelo primeiro cigarro batem no metal quando ela não retribui o pedido. Às vezes a máquina fica sem cigarros e "os espanhóis" olham-na com angústia, coçando os cabelos crespos do mar.
Pergunto ao velhote se ele bebe todas as manhãs um copinho daqueles e se, não bebendo, fica mal disposto como os "espanhóis" que lutam com a máquina e a insultam por estar vazia. Dependência, diriam os peritos do álcool e do fumo. Dependência tóxica. Às vezes bebe uma cerveja. Nos dias de calor. Para matar a sede. A aguardente para matar o bicho. É do tempo em que se calava o choro das crianças de mama com um pano embebido em vinho e açúcar para elas ficarem sossegadinhas. Puxo-lhe pela memória. Como era a aldeia? Era uma aldeia pobre com meia dúzia de casas. Uma escola primária e uma igreja construídas pelo Salazar. Faziam-se ao mar e quem não gostava de mar ia embora ou cavava a terra; a terra ali nunca deu grande coisa por causa das areias e dos ventos. Quando começaram a construir as estradas muitos foram espalhar alcatrão, mais certo do que aguentar ondas e tempestades.
O mar é traiçoeiro, diz o velhote piscando mais os olhos, como se a faísca de mar ao fundo da aldeia o encandeasse. Mais traiçoeiro do que uma mulher. Ele teve uma boa mulher, muitos anos, e depois ficou viúvo. Ninguém para o amortalhar. Há muitos viúvos na aldeia, nem sabe porquê. Falam uns com os outros, não se sabe de quê. E teve dois rapazes, um foi para a Alemanha e o outro foi embora e anda nos barcos, lá por Espanha. Espanha onde? No Norte, lá para cima, para os gelos. Nos barcos de pesca que congelam o peixe ainda ele salta na rede. Vigo, a Biscaia? Longe, não muito certo do que representam estes nomes. Nos gelos. Finisterra, penso eu. A boa pesca era a do atum, aí é que se ganhava dinheiro. Muito atum havia pelos Algarves. Famílias inteiras a viver do atum. Depois vieram as estradas e os hotéis e agora toda a gente anda a vender as casas por bom dinheiro. Ele já quis vender a dele, as sobrinhas não deixaram. Uma casita velha. As sobrinhas têm é medo de que ele fique sem casa. Está rijo e são. A malta hoje só vê televisão, passam o tempo sentados. E muita droga.
Ele trabalhou toda a vida. Dá um golito. O tabaquinho é como se fosse família. Faz companhia. Bate outro cigarro e faz uma festa no cão. Malta fraca, comem torradas. Andam aí com as tábuas todos empoleirados e não sabem nada de mar. O mar é traiçoeiro. Surf, uma palavra tão deslocada como álcool. No Inverno, o mar nem vê-lo. Se o vissem todo atiçado fugiam a sete pés com a tábua. Ele nunca aprendeu a nadar. O canito é que sabe, com aquela barba. Fugir dele. Dá um estalo com a língua depois de escorropichar o copo.
Posted by
as velas ardem ate ao fim
10
em chamas
Sunday, August 16, 2009
Tuesday, August 11, 2009
Saturday, August 08, 2009
Posted by
as velas ardem ate ao fim
9
em chamas



























